Prematuridade

A prematuridade é quando o bebê nasce antes de ter completado 37 semanas de gestação. Nascer antes do tempo não é seguro para um bebezinho e pode trazer complicações para toda a vida futura dele. É muito importante a mãe estar informada e somar forças para evitar a prematuridade.

Parto prematuro ou parto pré-termo é aquele que ocorre antes de 9 meses de gravidez. Cerca de 15 milhões de crianças nascem por ano no mundo antes dos 9 meses. Mais que 1 em cada 10 crianças que nascem vivas são prematuras, afetando famílias em todo mundo.

Mais de 1 milhão de crianças morrem por ano devido a complicações do parto prematuro. O parto prematuro é a principal causa de morte de crianças nas primeiras 4 semanas de vida e a segunda causa de morte até a idade de 5 anos.

Muitas dessas crianças que nascem prematuras e não morrem, terão problemas de saúde muito graves, como dificuldades para andar, escutar e enxergar, dificuldade de aprendizado e distúrbios de comportamento.

A ocorrência de parto prematuro, em vez de diminuir, está aumentando em países que apresentam estatísticas confiáveis. Qualquer proposta para melhorar a saúde reprodutiva e das crianças deve levar em conta a prevenção do nascimento de crianças prematuras. Investir na saúde materna e no cuidado ao parto pode melhorar os resultados para mulheres e crianças, especialmente aqueles que são prematuros. Os cuidados que possibilitam a prevenção não devem ser oferecidos apenas durante a gravidez, mas também fora dela. Particular atenção deve ser dada ao planejamento familiar em todas as faixas de idade reprodutiva e na melhor qualidade de atendimento durante o pré-natal.

A maioria dos partos prematuros são espontâneos, ou seja, ocorrem porque a mulher grávida começa a ter contrações de trabalho de parto antes dos 9 meses. Uma das situações onde isso mais ocorre é nas gestações de gêmeos ou com mais fetos. Outro problema que leva ao parto prematuro é quando a bolsa das águas rompe antes dos 9 meses. Outra causa de parto prematuro é pela necessidade de que a criança nasça prematura, porque existe algum problema com ela antes do nascimento, com a mãe ou com ambos. É o caso, por exemplo, de grávidas que tem pressão alta – muitas vezes é preciso fazer o parto antes dos 9 meses. Muitas doenças e problemas de saúde provocam a necessidade de fazer o parto antes do esperado. Ainda é possível o parto prematuro quando o tempo de gravidez é avaliado incorretamente e se propõe a interrupção eletiva da gravidez, causando o nascimento de um prematuro.

O apoio para as famílias de crianças prematuras é essencial, envolvendo apoio emocional, de saúde e econômico. Isto envolve a necessidade de acesso a serviços que tenham condições de atender crianças com variados tipos de necessidades especiais. É fundamental a criação maternidades que tenham capacidade de atendimento à gestante de risco para parto prematuro.

Também é necessário que essas maternidades tenham condições para atendimento à gestante que vai ter o parto de um prematuro e para cuidar dessas crianças após o nascimento, quando elas estão internadas. Isto é muito importante.

Em países mais desenvolvidos, metade dos prematuros que nascem com 24 semanas (4 meses antes do esperado) sobrevivem, enquanto que em países de baixa renda, o parto precisa ocorrer com pelo menos 32 semanas (dois meses antes da data) para que metade sobrevivam. Isto por falta de cuidados básicos e cuidados de maior complexidade. Há necessidade de preparar médicos e outros trabalhadores da saúde no entendimento dos fatores associados com o parto prematuro e no atendimento a essas crianças e suas famílias, bem como dar condições efetivas para o trabalho desses profissionais possa ser realizado de forma adequada.

Lançado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, durante a reunião sobre os “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas”, realizada em setembro de 2010, a campanha “Every Woman Every Child “visa salvar a vida de 16 milhões de mulheres e crianças até 2015, representando um esforço global sem precedentes que mobiliza e intensifica a ação internacional e nacional por governos, organizações multilaterais, setor privado e sociedade civil para enfrentar os principais desafios de saúde enfrentados por mulheres e crianças ao redor do mundo. Um desses grandes desafios é reduzir o nascimento de crianças prematuras e reduzir o risco de morte e de problemas de saúde nessas crianças.

Em junho de 2014, as Nações Unidas lançaram a campanha “Every Newborn”, buscando chamar a atenção e dar aos recém-nascidos um lugar de maior destaque na agenda global de saúde. Disse o secretário da ONU: “Precisamos fazer muito mais para salvar os 2,9 milhões de recém-nascidos que morrem a cada ano durante seus primeiros 28 dias de vida. O dia do nascimento é o dia mais perigoso, quando quase metade dos óbitos maternos e óbitos fetais e neonatais ocorrem. É também o dia em que os bebês enfrentam o maior risco de deficiência. A maioria dessas mortes são evitáveis, causadas por complicações relacionadas à prematuridade, complicações no parto (incluindo asfixia intraparto) e infecções graves. Prematuros e bebês pequenos estão em muito maior perigo, incluindo o risco a longo prazo de desnutrição e desenvolvimento de doenças não transmissíveis, como diabetes e hipertensão quando forem adultos".

Há duas metas principais nesta campanha: reduzir a um número mínimo as mortes durante a gravidez, trabalho de parto e parto (chamados de natimortos) e as mortes no primeiro mês de vida (chamadas mortes neonatais). Para isso, há que ser reduzir o número de nascimentos de prematuros.


Todos podem ajudar na prevenção e no cuidado de crianças prematuras.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. March of Dimes, PMNCH, Save the Children, WHO. Born Too Soon: The Global Action Report on Preterm Birth. Eds CP Howson, MV Kinney, JE Lawn. World Health Organization. Geneva, 2012.

2. Every Woman Every Child. http://www.everywomaneverychild.org/ - acesso em 30/10/2014.

3. WHO, UNICEF. 2014. Every Newborn: an action plan to end preventable deaths. Geneva: World Health Organization.

 

 

 

Ano 2016

A gravidez é um momento de felicidade para grande parte das pessoas, mas no Brasil, cerca de 12% dos nascimentos acontecem antes da hora.

E isso é ruim, pois pode trazer varias complicações para o recém nascido como:

  • Respiratórias: asfixia perinatal, necessidade de intubação, síndrome do desconforto respiratório, apnéia
  • Infecciosas: onfalite, broncopneumonia, sepse, monilíase perineal
  • Metabólicas: icterícia, hipoglicemia
  • Hematológicas: plaquetopenia, anemia
  • Outras: Hemorragia intracraniana, Persistência do canal arterial, Enterocolite necrozante, Retinopatia, Hérnia inguinal, Displasia broncopulmonar, Doença metabólica óssea

Como podemos mudar isso? Brasil esta enfrentado este problema com ciência. Veja abaixo os estudos que estão sendo desenvolvidos:

 

 

 

 

Ano 2015

Exame detecta um dos principais riscos de parto prematuro

Gestantes que participarem de pesquisa científica podem realizar ultrassom gratuito em 17 hospitais para identificar e evitar riscos de ter um bebê prematuro

Gestantes de todo o Brasil entre a 18ª e a 23ª semana já podem contar com um exame gratuito para detectar ao menos um desses riscos: o encurtamento do colo de útero
Estudo brasileiro da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) avaliou 30 000 partos e concluiu que 70% dos nascimentos prematuros ocorrem por causas espontâneas, que podem gerar encurtamento do colo do útero e sangramento vaginal.

Gestantes de todo o Brasil entre a 18ª e a 23ª semana já podem contar com um exame gratuito para detectar ao menos um desses riscos: o encurtamento do colo de útero. A iniciativa faz parte de uma pesquisa científica que pretende entender as melhores formas de se evitar o nascimento prematuro no Brasil e no mundo. Além de evitar o nascimento prematuro de seu bebê, as gestantes participantes do estudo receberão acompanhamento ao longo de toda a gravidez e ainda contribuem com a pesquisa científica que pretende prevenir o problema no país.

Liderado pela Unicamp, o estudo “Progesterona e Pessário cervical para Prevenir Parto Prematuro ou Estudo P5” terá duração de dois anos e espera beneficiar 30 mil mulheres em todo o país. “Pouco se sabe sobre as situações que disparam o trabalho de parto. Quando notamos que há um encurtamento no colo do útero, sabemos que essa mulher está sob risco de parto prematuro”, explica o pesquisador da Unicamp responsável pela pesquisa, Dr. Rodolfo de Carvalho Pacagnella. “O objetivo do estudo é atuar antes que o trabalho de parto se desenvolva”

Para acompanhar o comprimento do colo do útero e detectar riscos de encurtamento, o estudo P5 vai disponibilizar gratuitamente pelos próximos dois anos um exame de ultrassom específico em 17 hospitais espalhados pelo Brasil, todos vinculados ao Sistema Único de Saúde. Mulheres entre a 18ª e 23ª semana de gestação que aceitarem participar da pesquisa podem realizar o ultrassom transvaginal para medir o colo do útero e identificar alterações que podem levar a um parto prematuro. Basta agendar o exame por meio do site: www.prevenindopartoprematuro.com.br.

O ultrassom leva cerca de cinco minutos e a gestante sai do centro já com o resultado. Se nenhuma alteração for identificada, ela é aconselhada a seguir com seu pré-natal regular. Se o encurtamento do colo do útero for detectado, a gestante receberá acompanhamento especial para evitar o trabalho de parto prematuro. Serão fornecidas cápsulas de progesterona, um hormônio que a mulher já produz naturalmente, ou um anel de silicone para fechar o colo e diminuir a possibilidade de um nascimento antes da hora. Ambos são inseridos na vagina até o final da gestação. As participantes receberão acompanhamento regular da equipe até o parto.

Se você está grávida e tem menos de 18 semanas de gestação, informe-se sobre o estudo. A sua participação pode evitar o nascimento prematuro do seu bebê e beneficiar outras mulheres depois que os resultados do P5 forem divulgados.
Serviço para a gestante:
Para localizar o centro mais próximo e agendar o exame acesse o site oficial do projeto: www.prevenindopartoprematuro.com.br
Para saber mais sobre o estudo: Facebook/Prevenindo Parto Prematuro

 

Ano 2014

Para a prevenção ao parto prematuro durante o pré-natal, gestantes e profissionais de saúde são aliados.

Com foco nesse engajamento, os hospitais participantes do Estudo P5 organizaram uma mobilização nacional para o Dia Mundial da Prematuridade, oferecendo um café da manhã, levando informações e esclarecendo dúvidas sobre os riscos e como é possível prevenir a prematuridade durante um bate papo com as gestantes e seus familiares.