Artigos Científicos

 

 

 

Cost-effectiveness of risk-based screening for cervical length to prevent preterm birth


Brett D. Einerson, MD, MPH; William A. Grobman, MD, MBA; Emily S. Miller, MD, MPH


Objetivo: Examinar a custo-efetividade da avaliação seletiva (baseada em fatores de risco) do colo uterino no segundo trimestre, comparando-a com triagem universal ou nenhuma triagem.
Métodos: selecionadas gestações únicas, sem antecedente de prematuridade espontânea,avaliações ultrassonográficas de colo uterino entre 18 a 23+6 e propostas 1 das 3 estratégias -1ª: sem avaliação, 2ª: triagem universal no segundo trimestre e 3ª: triagem em negras,hispânicas, tabagistas, com antecedente de prematuridade terapêutica ou procedimento excisional prévio. O ponto de corte foi de 20 mm para indicar progesterona 200 mg/d e para considerar prematuridade foi 35+0. A efetividade foi expressa em QALYS (quality adjusted life years) e o custo em dólares. Probabilidades de cada evento calculadas com base na literatura e faixas estimadas com base nos maiores e menores valores encontrados na literatura.


Resultados: A não triagem foi mais custosa e menos efetiva. A triagem universal produziu mais QALYs, pois identificou mais casos de colo curto e consequentemente tratou mais com progesterona e mais partos prematuros foram evitados. E triagem baseada no risco foi a menos custosa, contudo como a triagem universal foi mais efetiva, tornou-se também mais custo-efetiva. À luz destes conhecimentos, triagem baseada em fatores de risco seria uma opção realmente mais custo-efetiva somente se a efetividade da progesterona em prevenir prematuridade caísse para abaixo de 18,8% (improvável, já que os estudos sugerem uma redução de 40%) ou se houvesse pequeno aumento na sensibilidade do método de triagem.


Conclusões: Triagem universal ou baseada no risco são mais efetivas e menos custosas que não triar. Dentro de uma série de suposições é possível que a abordagem a partir do risco seja mais custo-efetiva, mas as características dos testes de identificação das mulheres em risco precisam ser melhores que as atuais.

 


 

 

OBSTETRICS: Vaginal progesterone combined with cervical pessary: A chance for pregnancies at risk for preterm birth?

Nathanael Stricker; Nina Timmesfeld, PhD; Ioannis Kyvernitakis, MD; Janina Goerges; Birgit Arabin, MD, PhD Cite this article as: Stricker N, Timmesfeld N, KyvernitakisI, et al. Vaginal progesterone combined with cervical pessary: A chance for pregnancies at risk for preterm birth? Am J Obstet Gynecol 2016;OBSTETRICS: Vaginal progesterone combined with cervical pessary: A chance for pregnancies at risk for preterm birth?

Objetivo : Comparar o uso de pessário e pessário mais progesterona em pacientes com gestação única, com e sem risco para parto prematuro.

Desenho: Estudo de coorte pré e pós intervenção realizado de outubro de 2008 a dezembro de 2014, em uma clínica de tratamento de parto prematuro onde o pessário é o tratamento padrão desde 2008. A idade gestacional variou de 12-27+1 sem no grupo de risco e 17+1-27+6 no grupo de risco habitual. Foram consideradas pacientes de risco aquelas com comprimento cervical menor que o percentil 10 e parto anterior < 37 sem, conizadas ou com cerclagem anterior devido a colo curto ou aquelas com comprimento cervical menor que o percentil 3 (Salomon et al). A partir de julho 2011 a progesterona vaginal (200mg) foi prescrita junto com o pessário. Ambos grupos, pacientes de risco (n=55) e pacientes com risco habitual (n=51) foram tratadas à época do diagnóstico. O desfecho primário foi a taxa de parto prematuro < 34 semanas. Desfechos secundários incluíram partos prematuros < 28,32 e 37 sem; a duração do tratamento até o parto, resultados perinatais e número de dias de internação em UTI neonatal.

 

Resultados: Não houve diferença nos desfechos quando comparado o uso de pessário apenas e pessário mais progesterona, exceto no tempo de permanência em UTI neonatal que foi menor no grupo que usou progesterona.

 


 

 

Predictive accuracy of changes in transvaginal sonographic cervical length over time for preterm birth: a systematic review and metaanalysis

Conde-Agudelo A1, Romero R2.

Objetivo: determinar a acurácia das modificações de colo uterino ao longo do tempo em predizer parto prematuro em gestações únicas e gemelares

Métodos: avaliados estudos de coorte e cortes transversais cujos os desfechos incluíam parto antes de 37 e 35 semanas para gestações únicas e antes de 34, 32, 30 e 28 semanas para gestações múltiplas. Foram excluídos estudos em que as pacientes estivessem em uso de pessário ou progesterona; casos de amniorrexe; submetidas a cerclagem e em trabalho de parto.

Resultados: Foram encontrados 14 estudos , totalizando 4398 mulheres, sendo 3236 gestações únicas e 871 gemelares. Pesquisas conduzidas nos EUA (5), Europa (4), Ásia (3), Canadá (1) e Brasil (1). As medidas iniciais variaram desde 10-13 semanas até 25-30 e as finais de 20-24 até 25-30 semanas. A definição de anormalidade variou muito entre os estudos analisados, alguns estabelecendo percentuais do comprimento inicial do colo, outros considerando a taxa de encurtamento semanal medida em milímetros, e outros ainda apenas determinando pontos fixos abaixo dos quais o colo seria descrito como anormal.

 

Discussão: os autores concluíram que a avaliação seriada de colo uterino não apresenta performance superior à avaliação única, seja esta inicial ou final. Este resultado pode ter sido influenciado pela heterogeneidade do momento das medidas e do parâmetro utilizado como critério de normalidade.